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Como gerenciar uma equipe?

Todo mundo já teve a experiência de trabalhar com alguém que mantinha uma boa liderança, e também com alguém que não fazia um bom gerenciamento da equipe. Mas, afinal, qual é e o que determina essa diferença tão importante?

Hoje em dia isso é tão indispensável que existem cursos, workshops, intensivos e até imersões que nada mais são do que encontros entre exemplos de lideranças e pessoas que pretendem, ou precisam urgentemente, desenvolver essas qualidades.

Realmente, já não pode haver uma marca bem posicionada no mercado sem uma filosofia de trabalho. Ao mesmo tempo, essa filosofia só pode se concretizar por meio de uma cultura organizacional, o que depende de boas lideranças para se concretizar.

Também por isso, a verdade é que a liderança de uma empresa começa entre os sócios e fundadores. Depois, ela se espalha entre os gestores, e assim sucessivamente, descendo até o ponto de todos os funcionários estarem alinhados com os mesmos princípios.

Além do mais, foi-se o tempo em que um líder ou gestor podia simplesmente exercer um poder baseado na dominação e submissão dos funcionários. Com o advento dos novos meios de comunicação as pessoas estão cada vez mais críticas.

Basta ver que hoje o marketing prioriza a customização, que nada mais é do que um modo de dizer que seu público-alvo precisa de um tratamento personalizado. Agora, imagine um time no qual a gestão trata todo mundo genericamente. Não faz sentido, concorda?

Atualmente, uma empresa que queira reter talentos precisa desenvolver as pessoas, investir em endomarketing (um marketing voltado para os próprios funcionários), e precisa vender sua filosofia para os colaboradores antes de vender qualquer coisa para o mercado.

O grande diferencial, que separa as maiores marcas do mundo daquelas que simplesmente vivem um dia depois do outro, “empurrando com a barriga”, está no papel da liderança, da gestão feita de modo criativo e humanizado.

Aliás, se uma das grandes palavras do momento é “sustentabilidade” financeira, é preciso perceber que sem motivação e incentivo ninguém produz com constância, e sem isso, nenhuma empresa jamais poderá crescer no médio e longo prazo.

Porém, para o seu negócio andar nessa direção, vários fatores precisam ser levados em conta. Então, se você quer compreender como um líder deve gerenciar sua equipe da melhor maneira possível, basta seguir adiante na leitura.

Qual a diferença entre o líder e o gestor?

Claro que no modo como aparece no dicionário, gestor e líder são sinônimos; nem existe uma noção de inferioridade entre ambos. Contudo, é um consenso no mundo corporativo e motivacional o fato de que as duas coisas são bem distintas.

Só de dizer isso você já deve ter entendido onde queremos chegar. Pense numa empresa de segurança para festas, se ela tem um líder de verdade, essa pessoa simplesmente inspira as demais, e serve como exemplo, não é mesmo?

Por outro lado, se um negócio não tem um líder desses, nem por isso vai deixar de ter um gestor, isto é, alguém que ocupando o papel do líder. A grande diferença, portanto, está na distância entre a teoria e a prática, entre o exemplo e a mera cobrança.

Naturalmente, esse conceito extrapola o mundo dos negócios, e pode fazer sentido para qualquer lugar onde haja uma ou mais lideranças, como um time esportivo, um pelotão de guerra ou mesmo um núcleo familiar.

O líder é aquele que faz o colaborador vestir a camisa, comprar o sonho, ou seja, partilhar da visão que a empresa e seus fundadores tiveram. Isso está muito além de exigir o cumprimento de metas.

De fato, uma coisa é um gerente comercial dizer que o time precisa vender uma quantidade qualquer de uniforme de limpeza masculino até o fim do mês. Outra é demonstrar como as vendas se ligam aos resultados gerais e ao crescimento de cada um.

Por incrível que pareça, um mau gestor pode transformar até mesmo um bom cargo em algo ruim e deprimente. Afinal, salário alto e premiações não significam, necessariamente, que a equipe toda está feliz e a missão está sendo cumprida.

A melhor maneira de liderar equipes novas

Se existe algo realmente desafiador e que pode servir como exemplo para qualquer líder, é o trabalho com uma equipe nova. Nesse cenário, o que está em jogo é a capacidade do gestor de exercer os princípios básicos da liderança.

Imagine uma equipe que faz instalação de cabeamento furukawa. Há muitos fatores que precisam ser levados em conta, desde o preparo dos materiais e ferramentas que vão ser utilizados na instalação, até o deslocamento e o trabalho de campo. 

Como um líder amarra todas essas pontas? A primeira coisa de que precisa é o famoso feeling, que nada mais é do que a capacidade de “ler as pessoas”, compreendendo as inclinações e o perfil de cada um, de maneira social e até mesmo psicológica.

Ao mesmo tempo, ele precisa ter a “visão macro”, que permite que o horizonte não seja perdido e o trabalho se cumpra dentro do prazo necessário. Tudo isso sem perder de vista o carisma, a empatia e a comunicação de qualidade.

Hoje, a cultura corporativa de uma empresa pode dividir isso em focos: o foco interno e o externo. O primeiro ajuda o líder a se conhecer, prevendo reações e se monitorando o tempo todo, como modo de manter o autocontrole, que é indispensável.

Já o foco externo se volta para a missão e a equipe. Pense bem, se você mandar dez funcionários instalarem uma catraca acesso, mesmo que haja um manual que imponha algumas etapas, nos detalhes, cada um vai fazer do seu próprio jeito.

Às vezes, não há certo e errado, só a diferença entre pessoas. O único modo de compreender isso e tirar o melhor proveito, é equilibrando os dois focos (interno e externo), o que permite gerenciar a própria mente, uma equipe nova e todas as metas.

Preciso de um treinamento especializado?

Já não é possível falar em crescimento e desenvolvimento pessoal sem treinamentos especializados. Vivemos a época dos coachings, e não é à toa, pois sem essa transmissão direita de conhecimento, ninguém pode crescer realmente.

Mas existem vários tipos de treinamentos. Se o funcionário vai trabalhar em uma transportadora pequenas cargas, ele precisa de formação na área de logística e de movimentação de cargas, não é mesmo?

Isso é o que se convencionou chamar de “hard skills”, que são as habilidades práticas de cada um. Já a liderança entra no que se chama “soft skills”, que são as aptidões “intangíveis” por assim dizer, ligadas à personalidade e até ao caráter.

Um bom treinamento especializado é capaz de trazer todas essas dimensões para a pessoa que pretende ou precisa se tornar uma líder exemplar. Além disso, existem fatores científicos da sociologia e da psicologia que precisam entrar em um treinamento.

Assim, o treinamento de habilidades e aptidões para gerenciar equipes traz:

  • A formação de líderes de alta performance;
  • A capacidade de entender melhor as pessoas;
  • Potencialização de resultados e equipes;
  • Maior compreensão da jornada profissional;
  • Relação da jornada pessoal com a profissional;
  • Entre tantas outras expertises e afins.

A princípio, o treinamento pode ocorrer numa sala de reunião pequena, especialmente quando o direcionamento é feito de um profissional para outro. Tais sessões costumam ser bastante proveitosas, por serem personalizados para o caso a caso.

Já os megaeventos costumam trazer conhecimentos mais amplos e profissionais de maior relevo, alguns deles vindos de outros países. Nos dois casos, o líder só aprende por meio do treinamento especializado.

Bônus: dicas práticas de como liderar

Como vimos, nem todo gestor exerce realmente uma boa liderança sobre cada membro da sua equipe. Uma dica bastante prática para dar esse passo além e começar a crescer é a inteligência emocional.

Ao contrário do que muita gente pensa, ela vem antes da inteligência analítica ou técnica. Claro, se o negócio lida com entrega expressa motoboy, ele depende da destreza dos profissionais em fazer as entregas.

Contudo, se você sobe um degrau na estratégia, logo percebe que a liderança está muito mais em ter visão de médio e longo prazo e conduzir pessoas (inteligência emocional), do que em simplesmente “fazer um bom serviço”.

Outra dica fundamental diz respeito à humildade de aprender sempre. Muitos gestores pensam que não podem reconhecer um erro, ou aprender com os liderados, pois isso esvaziaria sua autoridade.

Nada mais falso. Você pode ser o dono de um negócio que trabalha com aluguel de espaço comercial, dominando tudo sobre esse nicho de mercado, e ainda assim aprender algo com um estagiário que acabou de chegar à empresa.

Além disso, com a internet e a disseminação dos meios de comunicação, ninguém é capaz de acompanhar tudo ao mesmo tempo. Por isso, o líder precisa ler e estudar sempre, além de se manter aberto a outros pontos de vista.

Com isso, vemos que é perfeitamente possível gerenciar uma equipe segundo as virtudes de um líder autêntico, levando as pessoas e a empresa a grandes conquistas.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Planejamento de produto: cinco erros que precisam ser evitados

Realizar um planejamento de produto assertivo é fundamental para a organização da empresa no desenvolvimento de projetos. Com algumas atitudes diárias, é possível estar sempre alinhado com o time de tecnologia e também com o cliente, já que o projeto terá que possuir todas as funcionalidades que ele deseja, de modo que a satisfação do cliente seja alta. Com isso, é certo que sua startup cresça em tempo ágil, trazendo ótimos resultados aos cofres.

Pensando na importância de se realizar um bom planejamento de produto, nós preparamos um artigo que traz cinco erros comuns que podem (e precisam) ser evitados dentro de uma empresa. Confira a seguir:

Mau gerenciamento de riscos

Realizar um bom planejamento de produto passa bastante pela etapa de gerenciamento de riscos de possíveis problemas que possam acontecer no desenvolvimento do projeto. Por conta disso, durante a fase de organização das etapas de produção, faça uma lista de todos os problemas, qual a probabilidade deles acontecerem e o quanto isso deve afetar a entrega do produto ao cliente. Esse tipo de organização é importante para saber como solucionar esses problemas, já que a equipe de desenvolvimento não será surpreendida negativamente e o gestor terá bastante tempo para executar um plano de ação, economizando tempo de produção.

Caso esse gerenciamento de riscos seja feito de uma forma inadequada, o planejamento de produto do seu time será afetado de uma forma que o prazo final de entrega seja comprometido, já que um problema que surgir pode afetar o desenvolvimento de features importantes. Dessa forma, a produtividade dos profissionais será amplamente prejudicada.

Aliado a esse aspecto, ter uma falta de qualidade do seu produto final é a prova de que o planejamento foi mal executado. Além de deixar o cliente insatisfeito, já que as demandas solicitadas não foram atendidas com maestria, isso faz com que ele não volte a entrar em contato para projetos futuro e também deixe de indicar sua empresa à outras, abaixando sua reputação no mercado.

Cronogramas apertados

Ainda dentro do planejamento pré-execução do projeto, tenha atenção ao cronograma proposto para a sua equipe de desenvolvimento. Para um melhor planejamento de produto, é importante que o prazo de produção não seja apertado e tenha sobriedade, de forma que os profissionais façam tudo como deve ser feito e sem correria desnecessária. Como diz o ditado: “a pressa é inimiga da perfeição”, e isso se encaixa bastante em equipes de tecnologia.

Como todo líder de tecnologia deveria saber, não há como fazer um bom projeto sem tempo para isso. Por conta disso, procure explicar e ter transparência com o cliente desde o início do desenvolvimento do projeto, já que, em alguns casos, o cliente pode querer que o produto seja feito em tempo recorde, e cá entre nós, todos sabemos que não há como fazer isso.

Claro que é possível ser um pouco ganancioso e tentar negociar com seu time de execução o desenvolvimento de um projeto em um espaço de tempo menor do que o convencional. Entretanto, é importante não se apegar a esse prazo, de modo que, caso o projeto possa ficar comprometido em termos de qualidade, basta abandonar esse cronograma e retornar ao tradicional, no qual os devs sabem que será possível realizar um bom trabalho.

Não dar importância aos erros da equipe

Todo sucesso de um projeto só acontece após uma equipe errar bastante na hora de executá-lo. Por isso, esteja sempre ciente dos erros cometidos pelo time e tente solucioná-los da forma mais rápida possível, já que não dar a devida importância a esses problemas e deixá-los passar não agrega em nada em projetos futuros.

Além disso, é importante não expor o profissional que causou algum tipo de problema na produção do projeto, mas sim explicar para todo o time como aquilo pode ser prejudicial para toda a empresa. Esteja ciente também que, caso um feedback seja dado de uma maneira incorreta, a produtividade e a motivação dos profissionais podem cair drasticamente.

Falta de flexibilidade

Para um melhor planejamento de produto e para que seja bem executado, ter flexibilidade no dia a dia de trabalho também é importante, justamente para uma boa gestão de equipes de desenvolvimento. Seja flexível ao ponto de que os colaboradores se sintam confortáveis para passar feedbacks e também para que digam quais são os pontos no projeto que os incomodam. Dessa forma, é possível adaptar os processos de produção de uma maneira que os profissionais possam trabalhar do jeito que estão mais acostumados e confortáveis para uma melhor produtividade.

Além disso, como gerente de produto, ser um líder é diferente de ser um chefe. Saiba ouvir pontos de vista diferentes e se adapte para que a empresa tenha o melhor resultado possível na execução dos projetos técnicos e para uma boa satisfação do cliente.

Alterações no escopo

Apesar de acontecer com certa frequência em squads de tecnologia, as alterações recorrentes no escopo do projeto podem afetar a produção do time. Para que isso não aconteça, busque alinhar todas as expectativas com o cliente de forma que todas as funcionalidades do projeto estejam bem detalhadas. Assim, é possível diminuir a frequência com que essas mudanças acontecem, aumentando a efetividade da produção e também do planejamento de produto.

Tradicionalmente, os clientes não possuem a noção exata de quanto tempo leva para que seus projeto personalizado fique pronto, muito menos quais são os meios que os desenvolvedores percorrem para entregar o projeto. Por conta disso, eles pensam apenas no prazo em que desejam, e, por muitas vezes, mudam o escopo do projeto sem que o prazo final seja afetado. Isso é praticamente impossível. Fazendo uma analogia, não há como trocar o pneu de um carro em movimento sem atrasar a chegada ao destino final. O mesmo se aplica a projetos de tecnologia.

Conclusão

Neste artigo, busquei trazer detalhes sobre a importância de se realizar um planejamento de produto assertivo e com efetividade. Além disso, pude elencar alguns erros que são bastante comuns em startups que estão iniciando os seus trabalhos e que ainda buscam um espaço no mercado. Com a resolução desses gaps, é possível crescer e dar autoridade ao nome da sua empresa ao mercado, podendo bater de frente aos concorrentes. Além disso, seus projetos tendem a ganhar a confiança de clientes, trazendo resultados significativos ao caixa da empresa.