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Liderança no trabalho remoto: Como exercê-la em times de tecnologia

Há mais de um ano em um cenário de pandemia, o mercado de trabalho encontrou diversos desafios, tanto no Brasil como no restante do mundo. Um destes desafios, o qual podemos até arriscar dizer que foi o maior para as empresas, foi a implementação de rotinas de trabalho fora do escritório, das sedes e das instituições (físicas) como um todo, já que não era possível manter a saúde dos funcionários em um lugar que não fosse suas próprias casas.

Para os negócios que já buscavam implementar o trabalho remoto a longo prazo, o ano de 2020 foi o momento de acelerar esta ideia. Mas, assim como toda grande mudança, mudar o local de trabalho dos colaboradores exige muitos recursos, tanto de infraestrutura, como de capacitação dos profissionais para que os processos e resultados acontecessem.

E, se no ano passado esta ideia de funcionar remotamente parecia um tanto arriscada, hoje já podemos identificar negócios que transformaram seus processos para manter este modelo de trabalho. Isso porque muitos gestores perceberam os benefícios do trabalho remoto, tanto para a empresa, como para os colaboradores. 

Mas, para garantir o bom funcionamento dos processos e o bem-estar dos colaboradores no trabalho remoto, um conceito importante deve estar sempre em evidência na sua startup: boa liderança. A qualidade na hora de conduzir os talentos e as atividades é fundamental para que os negócios cheguem aos lugares esperados. 

Uma boa liderança é essencial em qualquer modelo de trabalho e até mesmo antes da explosão do “home office”. Mas é preciso entender que no trabalho remoto, ela não pode acontecer da mesma maneira que funciona em uma empresa presencial. Afinal, quando os funcionários estão longe das dependências da empresa, acima de tudo, é importante fornecer autonomia para os talentos. Assim, será possível notar a presença de alguns pontos importantes no dia a dia do time, como o senso de colaboração e responsabilidade. 

Existem diversas maneiras de exercer boas lideranças no trabalho remoto e por isso, neste artigo vamos te ajudar a entender quais são as suas principais dificuldades na hora de liderar times remotos de tecnologia e mostrar porque você deve manter estas equipes produtivas e engajadas. Continue a leitura para saber mais!

Principais desafios da liderança no trabalho remoto?

Transformar a cultura da empresa em uma cultura remota não é uma tarefa fácil, já que envolve o investimento em diversos recursos, tanto de infraestrutura, como computadores, boa conexão de internet, além de capacitações para os membros a fim de que exerçam boas lideranças. 

Quando esses líderes não têm recursos ou até mesmo não sabem como conduzir um time de tecnologia remotamente, podem se deparar com alguns dos desafios abaixo. 

Times sem sinergia

Um dos desafios mais comuns em lideranças que não são capacitadas para guiar times remotos é a falta de sinergia no time, provocada pela incapacidade daqueles que estão conduzindo a equipe em delegar muito bem as tarefas, repassar todas as informações, objetivos e resultados para os demais. 

Um time remoto que funciona, é um time engajado, sinérgico e que sabe exatamente o que vem acontecendo na empresa. Quando todos sabem onde estão e onde desejam chegar, desenvolve soluções mais assertivas e faz com que os resultados se tornem mais palpáveis.

Para isso, os líderes devem oferecer total apoio e autonomia aos membros e os recursos necessários para que eles executem suas tarefas da melhor forma. Além disso, devem colocar todos os colaboradores na mesma página, mostrar os resultados do trabalho que estão executando e ouvir o que o time tem a dizer.

Falta de pensamento assíncrono

Não adianta apostar em uma cultura remota sem que ela esteja acompanhada de uma rotina de trabalho o mais flexível possível. Quando trabalhamos em casa, existem diversas outras obrigações ao nosso redor e, por isso, as empresas devem garantir aos funcionários a possibilidade de executarem seus trabalhos no momento em que se sentirem melhor, mais produtivos e mais focados nas suas responsabilidades.

No início da pandemia, não era possível sair de casa e, por isso, o trabalho remoto se tornou sinônimo do “home office”, mas em cenários normais, isso não é uma regra. Trabalhar remotamente significa que os colaboradores podem estar em qualquer lugar, seja em um café, na praia ou até mesmo em um coworking e tudo isso se torna impossível quando os horários de expediente são engessados. 

Por isso, é importante manter sempre o pensamento assíncrono, tanto das lideranças como dos demais colaboradores. Isso significa que a empresa deve ter sempre em mente que nem todos estão trabalhando no mesmo momento, e por isso, a comunicação deve acontecer no offline, isto significa que quanto menos reuniões e conversas instantâneas, melhor.

Sabemos que este não é um conceito muito simples de se pensar e aplicar, mas você pode ficar sabendo mais sobre este assunto através de um conteúdo onde explicamos o que significa ser uma empresa remote-first, basta clicar aqui.

Comunicação ruim

Quando uma empresa remota não exerce o pensamento assíncrono a comunicação interna, que é tão importante, se torna muito ruim e não há nada pior do que uma má comunicação somada a funcionários distantes fisicamente. 

Mas, é preciso entender que quando falamos em comunicação interna, não se trata apenas de garantir que os funcionários estejam sabendo de tudo o que está acontecendo com a empresa, isso é o mínimo. Em um trabalho remoto, não conseguimos manter contato físico com os colegas de trabalho e este isolamento pode ser muito prejudicial se as lideranças não investirem em atividades que promovam a aproximação dos colaboradores. 

As pausas para um “cafézinho” na empresa são tão essenciais quanto o próprio trabalho em si, já que se trata de seres humanos e não de robôs que pensam unicamente em realizar suas demandas. Por isso, promover ações para promover a descontração e integração dos membros é essencial para obter mais engajamento da equipe e, consequentemente, melhores resultados. 

Microgerenciamento

Por último, mas não menos importante, uma atitude que os líderes devem banir da rotina do trabalho remoto em times de tecnologia é o microgerenciamento. A necessidade de estar a todo momento no controle do que os colaboradores estão realizando, é extremamente prejudicial para a produtividade da equipe.

Quando se trata de trabalho remoto, é necessário ter confiança naquilo que o seu time executa e cobrar, não os processos, mas sim os resultados alcançados. Líderes que gerenciam a todo o momento o que os seus talentos estão executando fazem com que o ambiente do trabalho remoto seja cada vez mais estressante e assim, a empresa começa a se deparar com métricas negativas, como o aumento do turnover e do burnout dos profissionais, por exemplo. 

Por que manter a equipe produtiva e engajada?

Nem sempre o trabalho remoto será fácil. Haverão dias onde os líderes irão se deparar com o baixo engajamento e motivação dos profissionais da equipe, o que é absolutamente normal quando se trata de um cenário completamente diferente do que éramos acostumados, onde estamos trabalhando sem ter o contato presencial com outras pessoas no dia a dia. 

A melhor forma de lidar com isso, é através de lideranças humanizadas que não se preocupam apenas com as metas, a produtividade e os resultados, mas sim com o principal motor de transformação das empresas: os talentos. Bons líderes apoiam e acolhem as suas equipes e buscam os melhores métodos para que os profissionais executem seus trabalhos e ainda assim, tenham qualidade de vida. 
Levando em conta a saúde mental dos colaboradores, será muito mais fácil manter o engajamento dos times e garantir um ambiente de trabalho saudável. E, se precisar de ajuda com isso, pode contar com a gente!