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4 livros para aprender sobre Desenvolvimento ágil de software

Desenvolvimento ágil de software, gestão ágil, metodologias ágeis… Agile. Estes são conceitos cada vez mais presentes no dia a dia de quem trabalha com programação. 

Você provavelmente já trabalhou com eles ou pelo menos ouviu falar sobre alguns métodos ágeis como Lean, Scrum e Kanban e, imagino que quando se deparou com a ideia de Agile pela primeira vez tenha se assustado, assim como eu. 

Ter este mindset ágil, seja dentro do desenvolvimento de softwares ou não, requer uma desconstrução muito grande de diversas rotinas das quais já estamos acostumados dentro do mercado de trabalho. Times multidisciplinares, testes e muitos outros itens passam a ocupar o espaço de processos que antes eram completamente engessados e tudo isso assusta no início. 

Para conseguirmos dar o nosso melhor no dia a dia com a equipe, precisamos estar bem situados e entender como tudo funciona quando falamos de times ágeis. Pensando nisso, trouxe neste conteúdo algumas dicas de leitura sobre desenvolvimento ágil de software que te ajudarão a entender mais sobre o assunto. 

Continue para conhecer os títulos!

A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo

Escrito pelo próprio co-criador do método Scrum, Jeff Sutherland, este é um dos principais livros para introduzir os profissionais sobre esta metodologia ágil, que surgiu no setor de tecnologia, mas teve sua aplicação estendida a diversas outras áreas do conhecimento, algo evidenciado ao longo das páginas. 

A ideia central do livro, que possui uma leitura fácil, consiste na demonstração, e até mesmo crítica, de que os modelos tradicionais de gerenciamento não são mais eficazes para conduzir projetos de uma maneira efetiva e produtiva. Jeff Sutherland se apropria das ideias centrais do Rugby, um esporte coletivo, para explicar o princípio do Scrum: a união dos jogadores para que o time chegue à vitória. 

Através desta analogia, o autor aborda a importância de se ter uma comunicação saturada entre as equipes de trabalho, que devem ser pequenas. Quando esta característica está presente nas equipes, os esforços em educar as pessoas quanto ao desenvolvimento dos projetos são muito menores. 

Métricas Ágeis: Obtenha melhores resultados em sua equipe

Obra brasileira, escrita por Raphael Albino, e dividida em sete capítulos que ensinam aos profissionais como as métricas podem ser aplicadas no dia a dia de uma equipe de desenvolvimento. “Métricas Ágeis: Obtenha melhores resultados em sua equipe” é um livro que se concentra em apontar como é possível implementar melhorias nos projetos a partir da utilização de métricas de performance. 

Dentre estas métricas de performance, duas ganham destaque ao longo das instruções do autor sobre a utilização de estatística para a otimização de projetos. Essas métricas são denominadas Lead Time e Throughput, que  funcionam como ponto de partida para que os times possam extrair as informações necessárias sobre os projetos.  

Mas não adianta conhecer sobre as métricas e não saber aplicá-las, não é mesmo? E é por esse motivo que o autor traz exemplos práticos, como os problemas mais rotineiros nas equipes, e também cases reais, vividos por ele, em empresas que se apropriam de metodologias ágeis. Assim, os leitores aprendem como é possível aumentar a produtividade de um time sem deixar de lado a qualidade dos produtos, entregando o máximo de valor aos seus usuários.

A Fórmula da Eficácia

Assim como o anterior, este também é um livro nacional, escrito por Alisson Vale, que surge com o objetivo de auxiliar os líderes e seus times de desenvolvimento de software a minimizar a ocorrência de erros e aumentar a organização da equipe ao longo dos projetos para que, assim, alcancem os resultados desejados.

“A Fórmula da Eficácia” foi lançado, inicialmente, com oito capítulos que tratavam a respeito de como conduzir projetos de desenvolvimentos de software com eficiência. No entanto, a versão definitiva do livro possui mais de 20 capítulos que abordam o assunto de uma maneira mais técnica e aprofundada. 

Dividido em três ensaios, denominados, respectivamente, “O Encaixe Problema-Solução”,  “A Narrativa da Eficácia” e “A Estratégia do Fluxo Eficaz”, o livro traz exemplificações e une teoria e prática em uma mesma narrativa. 

O Mítico Homem-Mês

Por último, mas não menos importante, trago neste artigo um clássico nos estudos de desenvolvimento ágil de softwares. Escrita por Frederick P. Brooks Jr, a obra demonstra o quanto a utilização da unidade de esforço “Homem-Mês” é um risco para o desenvolvimento quando se deseja traçar estimativas e cronogramas em um projeto.

O autor defende que se uma tarefa depende tanto de uma sequência para a ser executada, como acontece no desenvolvimento de software, é um erro pensar que a solução para a agilidade está em adicionar mais mão-de-obra às tarefas. Inclusive, o autor mostra que o que acontece é exatamente o contrário: quanto mais pessoas forem adicionadas a estas equipes, mais atrasos ocorrerão. 

O livro aborda a importância de se ter uma “equipe cirúrgica” para que se mantenha a produtividade e a integridade dos projetos e relata como os gestores podem estruturar e conduzir suas equipes para otimizar o tempo de entrega dos projetos.

Ter domínio sobre Agile é essencial para qualquer pessoa desenvolvedora que busca boas oportunidades no mercado de trabalho ou até mesmo melhorar as suas habilidades na liderança de times ágeis. Portanto, não deixe de anotar todas essas recomendações de leitura sobre desenvolvimento ágil de software e colocar os estudos em dia!

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Times ágeis: conheça as principais métricas

Muitas empresas ainda possuem dificuldade para estabelecer métricas para seus times ágeis. Além disso, muitas das métricas estabelecidas acabam sendo “de vaidade” e não auxiliam de fato na performance do time e análise dos resultados.

Por isso, abordaremos nesse texto qual a importância de trabalhar com métricas nos times ágeis e quais são as principais delas.

Por que metrificar o desempenho dos times ágeis?

As métricas de desempenho desses times são importantes para orientar suas estratégias e avaliar se as ferramentas e demais métodos utilizados por eles estão sendo benéficos para a empresa. Além disso, ao utilizar as métricas, é possível verificar o tempo destinado para um projeto, se o resultado dele tem qualidade, analisar se algo precisa ser alterado no processo, etc. Também, com as métricas, os times ágeis podem detectar problemas mais rapidamente, estabelecer metas e processos mais estratégicos, sendo essenciais para um crescimento efetivo.

Tipos de métricas ágeis

As métricas ágeis existentes podem ser encaixadas em três grupos principais: 

  • Métricas Lean – possuem foco em eliminar atividades que demandam tempo e não geram resultado. Assim, é possível priorizar o fluxo de valor entre a organização e seus clientes. Algumas dessas métricas são o lead e cycle time. 
  • Métricas Kanban – possuem foco no fluxo de trabalho, sua organização e priorização. Uma das métricas mais conhecidas é o diagrama de fluxo cumulativo. 
  • Métricas Scrum – tendo como a velocidade e burndown como as métricas mais conhecidas, possui foco na previsibilidade de entrega para o cliente.

Conheça essas métricas mais a fundo: 

Lead Time/Cycle Time

O lead time se refere ao tempo total de uma tarefa, desde sua criação até sua finalização. O cycle time, por sua vez, diz respeito ao tempo que essa atividade, realmente, levou para ser produzida, ou seja, o tempo em que ela ficou “em progresso” até sua finalização. Essas métricas ágeis, juntas, ajudam a identificar grandes variações de tempo e nos permite identificar melhorias no processo que reduzam esses tempos e melhorem a qualidade da entrega dos times ágeis.

Por exemplo, se o lead time de um projeto é de 2 dias e o cycle time de 1 dia, vemos que durante metade do lead time essa tarefa não foi desenvolvida (por falta de tempo ou de equipe, por exemplo). Assim, é possível identificar o que pode ser melhorado para que esses números tenham uma menor variação entre si.

Diagrama de fluxo cumulativo

A função deste diagrama é identificar gargalos nos processos, garantindo, assim, a estabilidade do fluxo de trabalho. O gráfico gerado permite analisar métricas como a quantidade de atividades em andamento naquele momento, a taxa de transferência dessas atividades e, também, quanto tempo duram os ciclos de produção. 

 Velocidade

Sendo uma das métricas mais simples para acompanhar o desempenho dos times ágeis, a velocidade pode checar a capacidade e agilidade das entregas desse time, podendo ser medida por horas ou até mesmo número de cards e story points. 

Com essa métrica, é possível verificar os momentos em que é preciso acelerar ou desacelerar algum projeto e aproximar esses números ao ritmo ideal da equipe.

Dentro do Scrum, é recomendado acompanhar uma mesma equipe pelo período de três sprints e, assim, obter uma média de tempo que poderá ser utilizada para determinar os story points.

Um ponto importante a destacar é que alguns fatores podem fazer com que haja uma oscilação na métrica da velocidade, como os contextos externos, o grau de sinergia do time, entre outros.

Sprint Burndown e Burnup

Utilizadas principalmente pelo Scrum e Kanban, essas métricas acompanham cada ciclo do desenvolvimento do projeto dos times ágeis. O Burndown pode ser utilizado para representar o progresso diário de um desenvolvimento. Assim, a cada dia de trabalho finalizado, o gráfico pode ser atualizado e passa a apresentar uma comparação entre o trabalho já entregue e o trabalho total planejado. O Burnup, por sua vez, apresenta um cronograma com as entregas planejadas. No entanto, ele mostra em que ponto a equipe está ao longo do sprint, revelando quanto progresso já foi feito. Assim, essas duas métricas para times ágeis ajudam a verificar o andamento das entregas e o desenvolvimento do time. A metodologia também permite averiguar eventuais atrasos ou implicações no cronograma final.

 Conclusão

As métricas podem auxiliar os times ágeis a alcançar seus resultados, identificar melhorias nos processos e eliminar possíveis erros e gargalos. Além disso, as métricas permitem visualizar as entregas já feitas, o que pode gerar motivação e ajudam no crescimento ordenado e sustentável da empresa. E aí, o que está esperando para aplicá-las em seu time ágil?

Ah, e se precisar de uma ajuda para escalar seus times de tecnologia, basta entrar em contato conosco por aqui!

WIP: o que é e porquê você deve limitá-lo

Nós já explicamos aqui no blog sobre a importância de prezar por uma gestão ágil para que o progresso do seu time seja efetivo. Além disso, adentramos o assunto agile e explicamos mais sobre uma das metodologias mais utilizadas: o Kanban.

Aqui nestes conteúdos, você pode entender melhor sobre como montar um kanban eficiente, como ele pode ser utilizado no desenvolvimento de softwares e como medir seus resultados.

Agora é hora de entender mais sobre o WIP e sua importância na metodologia Kanban. Continue a leitura para saber mais!

O que é WIP?

WIP significa Work in Progress, em uma tradução literal, “Trabalho em Progresso”. Ele representa a quantidade de tarefas que já foram iniciadas, mas ainda não concluídas.

Por exemplo: se o seu time de tecnologia utiliza o método Kanban para dividir os status das tarefas em “para fazer”, “em andamento”, “em revisão”, e “concluído”, o WIP está representado pelas colunas “em andamento” e “em revisão”, pois são as fases que estão em andamento.

WIP limitado

Quando iniciamos uma tarefa nova e desafiadora, nos sentimos motivados e animados para fazê-la. Porém, à medida que a tarefa continua, podemos nos acostumar a ela e não termos mais aquela animação inicial, o que pode diminuir nossa produtividade e fazer com que queiramos iniciar novos projetos ao invés de continuar e finalizar os anteriores.

Por essa e demais razões, limitar o WIP se torna muito importante em um projeto. Essa limitação significa estabelecer um máximo de tarefas iniciadas, mas não concluídas, em cada etapa do fluxo de trabalho. Por isso, limitar o WIP é uma das prioridades do Kanban e um dos motivos da metodologia ser tão eficiente.

O WIP limitado permite:

  • Melhor gerenciamento das tarefas;
  • Maior foco na entrega;
  • Trabalho entregue com maior qualidade;
  • Minimizar ou evitar GAPs no fluxo;
  • Evitar sobrecarga de serviço para o time;
  • Localizar gargalos no processo;
  • Melhora na produtividade;
  • Entregar valor ao cliente mais rapidamente.

Como limitar?

Para limitar o WIP, é necessário deixar um número máximo de tarefas estabelecidos em cada etapa do projeto. Por exemplo, somente 3 tarefas de um projeto estarão “em andamento” e 2 “em revisão”. Assim, o time saberá que não será possível iniciar outra tarefa sem antes terminar a anterior, fazendo com que um projeto seja entregue antes de outro ser iniciado.

O WIP de cada etapa do projeto depende de diversos fatores e, portanto, não há um número exato a ser seguido como regra. Assim, será necessário analisar as especificidades de cada etapa do projeto, como tamanho e capacidade do time, requisitos do negócio, demandas dos clientes e da empresa. Além disso, é importante saber que ele mudará dinamicamente por não ser um sistema isolado.

Antes de limitar…

Converse com a sua equipe. Por não existir um número padrão para o WIP, o contexto de cada projeto, time e empresa precisa ser avaliado. É importante que a equipe seja envolvida nesse processo pois seu ponto de vista e experiência é fundamental para um WIP realista e funcional. Além disso, ao incluí-la no processo, há maior chance de diminuir a resistência e aumentar o compromisso dos participantes.

Ferramentas para implementá-lo

O WIP muitas vezes é feito em um quadro com canetão ou em uma parede com bloco de notas. Porém, já existem ferramentas que podem otimizar esse processo e oferecer mais recursos. Também, a digitalização do WIP se faz cada vez mais importante com o avanço do trabalho remoto.

Duas ferramentas que podem ser muito úteis para a utilização do WIP limitado são o Trello e o Jira. Conheça mais sobre cada um deles:

  • Trello

O Trello é uma ferramenta que utiliza a metodologia Kanban e que permite a criação de quadros para gestão de processos. Nele, é possível atualizar o status de cada tarefa de forma simples, além de delimitar seu prazo e responsáveis. Dessa forma, é possível que todos editem e acompanhem de maneira visual o andamento de cada etapa do projeto.

  • Jira

A princípio, o Jira Software foi desenvolvido como um rastreador de bugs e itens. Hoje, é uma ferramenta de gerenciamento, assim como o Trello. Ele também permite identificar quanto tempo as atividades ficam em cada fase do processo, permitindo, assim, identificar melhor a vazão de cada tarefa e do projeto.

Após aplicar o WIP…

Revise o processo. Para além de determinar o WIP, é importante verificar se ele foi positivo para a equipe e para o processo, o que poderia ser melhorado e/ou se é importante redefini-lo. Fazer essa análise periodicamente permite identificar melhorias e evoluções que podem ajudar o desempenho e a entrega de cada projeto. Um bom momento de rever o WIP, por exemplo, é quando novas pessoas entram na equipe ou quando novas tecnologias são inseridas.

Agora que você já entende um pouco mais sobre a metodologia Kanban e a importância do WIP para a execução de tarefas, está na hora de investir em um time de alta performance para colocar a agilidade em prática. E nisso a gente pode te ajudar de um jeito simples. O que acha de bater um papo com a gente?

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Lead Time: saiba a importância de reduzi-lo

Conhecer o lead time do seu negócio é fundamental para que sua empresa tenha sucesso diante de concorrentes do mercado. Isso porque, produzir e entregar um projeto ao seu cliente no tempo pré-estabelecido é fundamental para a sua satisfação e também para que ele volte a te procurar para o desenvolvimento de projetos futuros. Apesar de ser um processo voltado a longo prazo, realizar o cálculo também é importante para que você conheça melhor onde estão os gargalos da seu negócio e também onde a produtividade anda baixa e que precisa melhorar.

Em razão da importância do lead time nas empresas de tecnologia, nós produzimos um artigo que traz o porque de você priorizar a redução no prazo de entrega dos projetos aos seus clientes. Confira a seguir.

O que é Lead Time?

Traduzindo ao pé da letra para uma forma mais simplificada, Lead Time é o mesmo que “prazo de entrega”. Ou seja, dentro do mercado de tecnologia, o conceito se trata do período compreendido entre a data de realização de um pedido até o dia da entrega do produto finalizado ao cliente. Presente em diferentes áreas da engenharia, a medida é muito comum em equipes de desenvolvimento de software pois permite que a liderança técnica saiba como anda a produtividade do time e dá um panorama maior da sua eficiência ao longo do mês.

Calcular esse tempo de entrega é um dos fatores mais importantes para garantir a capacidade competitiva de uma empresa e ampliar suas possibilidades de expansão de mercado. Antes de tudo, é importante que todo o projeto seja dividido em etapas micro e que seja tirada uma média de quanto tempo cada etapa leva para ser feita. Após isso, fica mais fácil definir quanto tempo leva para que o projeto seja entregue ao cliente a partir do dia no qual ele entrou como demanda. Nos dias atuais, o lead time é facilmente medido por um sistema de kanban, seja ele físico ou virtual, por meio de aplicações web como o Trello. 

Qual a importância do Lead Time?

Dentro de uma empresa, todo e qualquer líder sempre tem em mente que aumentar a produtividade e diminuir o tempo de produção é uma das melhores maneiras para se ter melhores resultados. Por conta disso, saber como ter um bom gerenciamento do lead time é importante porque possibilita a otimização dos processos de produção da empresa, sobretudo a diminuição do tempo gasto no desenvolvimento das features, desde a entrada do projeto ao kanban até a sua entrega ao cliente.

Ter a noção exata do lead time dos seus projetos também contribui para a realização de planejamentos organizacionais mais eficientes. Afinal, conhecer o tempo gasto para a entrega de cada funcionalidade permite que os gestores analisem e planejem medidas que podem ser adotadas para redução desse período.

É claro que se trata de um processo longo, porém, após alguns meses realizando o cálculo do lead time, é possível ter uma base de quanto tempo leva para sua equipe desenvolver cada feature do projeto. Com esse número em mãos, a liderança técnica da empresa consegue ter um panorama maior sobre quais pontos precisam ser melhorados e quais são os pontos mais fortes do seu time.

Além disso, após esse período de análise, é possível até mesmo negociar melhores prazos de entrega com futuros clientes para que o projeto seja feito num período de tempo ideal. Afinal, os consumidores tendem a optar por empresas que oferecem produtos e serviços em menor prazo e, principalmente, a ser fiéis a empresas que cumprem o prazo prometido.

Como faço o cálculo?

Para que o cálculo do lead time seja feito de uma maneira eficiente e com bons resultados algumas etapas em andamento do seu projeto precisam ser relatadas e analisadas. O primeiro passo é dividir todo o projeto em micro etapas iguais ou semelhantes para que seja mais fácil de verificar e fazer uma média de quanto tempo leva para ser desenvolvida. Após esse processo, faça a listagem de tudo que precisa ser produzido para que o projeto seja entregue com 100% de funcionamento ao cliente.

No começo, o processo pode ser um pouco empírico já que sua equipe ainda não tem uma base de quanto tempo leva para a produção da feature em questão, por isso se trata de um processo a longo prazo. Após as entregas das primeiras funcionalidades, algumas funcionalidades podem ter tempo variável já que podem ser produzidas por profissionais diferentes. Após o fechamento do mês ou da entrega ao cliente, faça uma análise junto a sua equipe e calcule o tempo médio de produção das etapas.

O lead time é a soma do tempo de todas essas etapas. Com o passar do tempo, esse número tende a ficar mais fiel à sua realidade e é possível saber quais setores a produtividade anda mais baixa e que precisam de uma atenção maior. Por isso, busque deixar em evidência para sua equipe qual etapa leva mais tempo para ser produzida e de quanto tempo ela precisou.

Por que calcular o Lead Time?

Com esse cálculo em mãos, é possível que a sua empresa saiba determinar prazos para seus futuros clientes, além de conhecer mais seu time e encontrar gargalos que podem atrapalhar o andamento do projeto. Além disso, com ele é possível aumentar a satisfação do cliente, já que um projeto entregue na data correta ou de forma adiantada passa uma credibilidade maior da sua empresa no mercado. O cálculo do lead time também é importante para mudanças no gerenciamento do projeto e também na otimização dos mesmos.

Como reduzir?

Como dito anteriormente neste artigo, reduzir o lead time é fundamental para que sua empresa consiga crescer de uma maneira mais ágil e rápida. Para que isso seja possível, existem algumas atitudes que podem ser tomadas de modo que sua equipe de desenvolvimento se torne mais produtiva, principalmente nas etapas que demandam mais tempo de execução.

O primeiro passo para reduzir esse tempo de entrega é ter fluxos de trabalho bem definidos. Esse ponto é importante para que sua equipe evite os atrasos e minimize os períodos de inatividade durante os procedimentos. Além disso, ter uma boa organização permite que o líder técnico visualize o andamento das tarefas de forma mais simples e visual e aumente a agilidade nas tomadas de decisão.

Outro procedimento que pode (e deve) ser adotado é a implementação de metodologias ágeis no desenvolvimento do seu projeto. Dentre as mais utilizadas está o Scrum, metodologia na qual todos na equipe sabem o que cada um dos seus integrantes está fazendo e quais as suas respectivas responsabilidades. Com a implementação, é certeza que a produtividade da sua equipe deve aumentar e o lead time diminuir.

Além disso, é importante que a equipe saiba priorizar demandas e consiga dividir os processos em partes menores, de modo que eles possam ser desenvolvidos mais rapidamente e não atrase a produção de nenhuma outra etapa até à entrega ao cliente.

Reality Check e sua importância no alinhamento de expectativas

A cerimônia de Reality Check é mais uma ferramenta interessante que pode ser aplicada na sua equipe de desenvolvimento em busca da alta produtividade e da agilidade nos processos. Elaborada por Henrique A. de Oliveira, a ferramenta consiste em uma reunião entre liderança e time de tecnologia que visa alinhar as expectativas em relação a prazos de entregas e funcionalidades que podem ou não ser desenvolvidas.

Por conta da importância dessa cerimônia no andamento dos projetos, nós produzimos um artigo que traz mais detalhes sobre como funciona essa ferramenta no dia a dia da empresa e como ela pode te ajudar a cumprir os prazos pré-estabelecidos pelo cliente. Confira a seguir.

Qual sua importância?

O Reality Check é uma ferramenta ágil desenvolvida por Henrique A. de Oliveira para verificar o quanto uma entrega ainda é viável no contexto do projeto. A ideia central desta ferramenta é manter o alinhamento, dando visibilidade ao andamento do projeto e alguma previsibilidade quanto à data de entrega.

Em grande parte dos casos, talvez seja mais relevante para um determinado projeto manter as expectativas de data de entrega bem alinhadas do que cumprir um prazo inicialmente forçado para entrega do projeto.

Porém, caso sua equipe de desenvolvimento consiga trabalhar sem prazos, talvez você tenha um ambiente amigável e um ótimo cenário para trabalhar em várias soluções de produtos. Mas, se é fundamental para seu time que prazos sejam pré-estabelecidos, talvez o Reality Check seja útil para você, sua equipe e seus líderes de projetos.

Como funciona a cerimônia de Reality Check?

A cerimônia de Reality Check tem como principal objetivo alinhar expectativas entre os profissionais responsáveis por um produto digital. Por muita das vezes, o líder de uma startup, como o CEO, deixa de acompanhar como anda a parte de desenvolvimento de um projeto por conta que outras prioridades como negócios e marketing podem ocupar bastante seu tempo.

Antes da cerimônia começar, é preciso que toda a liderança e os responsáveis pelo desenvolvimento estejam reunidos em um mesmo ambiente, seja ele físico ou virtual. Dessa forma, a liderança terá ciência de todas as informações que forem passadas no encontro.

Como se trata de um alinhamento de expectativas sobre um projeto, ainda antes do início, é preciso que o mediador da cerimônia faça uma listagem de todas as funcionalidades que estão presentes no backlog e que ainda não foram entregues, facilitando a visão de todos sobre como anda o desenvolvimento do projeto. Além disso, é importante que seja mostrado qual a data limite da entrega a fim de saber se há tempo hábil ou não.

No início da cerimónia de Reality Check, o time de tecnologia explica cada uma das funcionalidades de forma detalhada, apresentando as suas dificuldades e o porquê de ainda não terem sido entregues. Após a explicação e o debate entre os profissionais ali presentes, um mediador faz uma espécie de “votação secreta” entre os desenvolvedores a fim de saber qual a expectativa deles em relação à entrega das funcionalidades no tempo previsto. Em grande parte dos casos, é proposto que o time use notas de 1 a 4 para especificar o quão confortável estão com a produção das features.

Após a exibição das notas, cada dev mostra seus pontos de descontentamento e cabe a toda equipe auxiliar o processo de desenvolvimento, seja reorganizando o backlog, excluindo features ou acrescentando tempo para entrega.

Como utilizar de maneira mais assertiva?

Para que o Reality Check seja feito de uma maneira mais assertiva e que tenha efeito significativo nos projetos desenvolvidos pela sua equipe de tecnologia, algumas práticas tendem a facilitar o trabalho. A primeira delas é mostrar todas as demandas que precisam ser atendidas e não colocar uma pessoa como responsável. Como o Reality Check é uma ferramenta colaborativa, toda a equipe precisa achar soluções para todas as demandas em conjunto.

Além disso, não há a necessidade da cerimônia ser realizada em todo e qualquer projeto desenvolvido pela equipe. Use a ferramenta apenas em casos onde o prazo de entrega está curto e as demandas ainda estão surgindo. Outro ponto importante que pode ser analisado durante o processo é o tempo médio de produção das funcionalidades presentes no backlog. Por exemplo, não há a necessidade de quatro demandas serem concluídas em 15 dias, sendo que o prazo de entrega é de 20 dias.

Realizar o Reality Check com assertividade também pode ajudar sua equipe em momentos delicados como quando um cliente pressiona o time para a entrega do projeto, caso alguma liderança tenha dúvida sobre o comprometimento da equipe e outras situações que visam analisar o time como um todo.

Conclusão

Neste artigo, busquei trazer para vocês as definições dessa ferramenta que se tornou bastante importante e muito usada em equipes de desenvolvimento. Ela ajuda a facilitar a comunicação entre liderança da empresa e time de TI, alinhando as expectativas e ajustando os prazos de entrega a partir de funcionalidades que estejam atrasadas ou adiantadas no backlog. Apesar de ser importante, a execução do Reality Check é bem simples e pode facilmente ser aplicada em qualquer time de tecnologia.

Com informações: PlataformaTec

 

Throughput: o uso da métrica no gerenciamento de fluxo do seu projeto

Implementar a throughput na sua equipe de desenvolvimento de software é uma das maneiras de manter sua produção de projetos de uma maneira mais organizada. Com a coleta de dados oferecida pelo uso da métrica, a liderança técnica do time de TI pode analisar como anda a produtividade da equipe e ajudar no planejamento de produção do projeto antes mesmo dele ser iniciado.

Esses dados favorecem ainda a comunicação com seus clientes, já que, sabendo os prazos de produção nas sprints de desenvolvimento, é possível negociar melhor a data de entrega do produto sem que haja um déficit de qualidade de código. 

Para te ajudar a entender melhor o que significa throughput e como ela pode ajudar no seu dia a dia, nós produzimos um artigo que fala exatamente sobre isso. Confira abaixo e veja qual a importância de implementar a métrica na sua empresa.

O que é throughput?

Podendo ser chamado também de índice de vazão média, throughput é a métrica que mede a capacidade de entrega do seu time em um ciclo de tempo. Ou seja, com ela é possível analisar quantas tarefas ou histórias de usuário seu time consegue entregar dentro de uma semana ou durante uma sprint de desenvolvimento, seja ela semanal, quinzenal ou mensal.

Com essa metrificação ágil, é possível verificar qual a média de rendimento do seu time de tecnologia para novos produtos a partir dos projetos que já foram entregues aos clientes. Além disso, ela permite responder a uma série de questões que surgem antes da entrega como:

“Em um projeto com X demandas, em quanto tempo meu time consegue finalizá-lo?”, “Quantas funcionalidades conseguimos entregar por sprint?”, Minha equipe tem um bom ritmo de entrega?, “Conseguimos acelerar esse processo ainda mais?”, entre muitas outras.

Com a throughput, todo líder técnico de projeto pode perceber a frequência das entregas e a “capacidade” do seu time. Se pensarmos em um cenário onde a equipe trabalha com histórias de usuário com tamanho e complexidade parecidos, é possível ter previsibilidade de quando uma feature será entregue.

Para ilustrar melhor como a métrica funciona, separamos um gráfico que mostra uma equipe de desenvolvimento com um baixa tendência de entregas, já que há um número bastante variável entre as sprints. Isso acontece muito em razão dos bugs que podem aparecer durante o desenvolvimento, fazendo com que eles sejam jogados para a próxima sprint e atrasam a produção do que foi planejado anteriormente. Confira o gráfico abaixo.

Qual a importância da throughput no gerenciamento de fluxo?

O quanto sua equipe de desenvolvimento consegue produzir em um período de tempo tem um papel fundamental no gerenciamento do fluxo de trabalho. Isso porque, tendo esses dados em mãos é possível verificar em que prazo a tarefa tende a ser realizada e qual o número de funcionalidades que podem ser desenvolvidas em um período determinado de tempo.

Atuando em conjunto com o Kanban e o WIP – sigla para Work in Progress -, é possível medir com certa clareza o tempo de produção de cada item de desenvolvimento, podendo servir, até mesmo, para reorganizá-los de uma maneira que seja mais produtiva e ágil para a equipe. Além disso, com a análise de dados é possível ver outros aspectos importantes como a confiabilidade do projeto e a eficiência da produção, verificando onde seu time demanda mais tempo para desenvolver.

A throughput é importante também para analisar a categorização de atividades do seu Kanban, assim, é possível perceber onde o esforço da equipe está sendo investido. Pois o time pode estar entregando 10 atividades por semana, mas se 8 forem bug, com certeza o cliente não vai estar enxergando muito valor nessas entregas. E, nesse caso, é necessário fazer um alinhamento de expectativas e entender o motivo de tantos bugs acontecerem.

O que pode diminuir a taxa de entrega do meu time?

Dentro das sprints de desenvolvimento, alguns fatores podem afetar a taxa de entrega do seu time de tecnologia, sendo super importante que todo líder saiba como fazer o diagnóstico. Dentre os fatores que podem diminuir a throughput da sua equipe está a realização de iterações ou sprints de desenvolvimento muito longas, constante mudança no escopo do projeto, alguma falha que possa vir a ocorrer e atrasar o andamento do produto e até mesmo quando o limite do Work in Progress não é respeitado.

Após realizar o diagnóstico sobre o que de fato está atrasando a produção, conseguir corrigir esse problemas pode fazer seu time aumentar a taxa de entrega de uma forma satisfatória e aumentar a produtividade também em outros projetos.

Conclusão

Nesse artigo, busquei trazer à vocês o conceito de throughput, uma métrica ágil que permite verificar se sua equipe de desenvolvimento possui uma regularidade de entrega em seus projetos. Essa análise permite que vocês respondam perguntas sobre o prazo de desenvolvimento antes mesmo do projeto começar, já que cada equipe possui uma tendência de entregas por semana.

Além disso, diversas decisões da sua startup podem ser tomadas a partir dessa coleta de dados, fazendo com que a throughput seja essencial em toda equipe de tecnologia que busca se manter produtiva.

Com informações: PlataformaTec, LuizaLabs e iMasters

Integre seu time à cultura ágil

Integrar equipes à uma cultura ágil vem se tornando cada vez mais comuns principalmente em empresas que estão em rápido crescimento. Isso porque, com times mais enxutos e ainda com poucos recursos, pode parecer complicado escalar seu produto. É aí que entram os métodos ágeis. Com essas metodologias, você pode aumentar a produtividade do seu time de uma maneira que todos entreguem os resultados no tempo proposto e sem atrasos, validando a importância de se manter a cultura ágil dentro da empresa

Além disso, essa cultura traz um novo modelo de gestão para sua startup, modificando responsabilidades de colaboradores e minimizando hierarquias que podem ser problemáticas em alguns casos. Buscando te ajudar nesse momento de incerteza, nós produzimos um artigo que detalha melhor esse tipo de cultura, quais suas características e como aplicá-la com assertividade. Confira nas linhas a seguir.

O que uma cultura ágil?

Como citado anteriormente, aderir à cultura ágil significa uma mudança total na cultura da sua empresa, já que agora todos os processos serão otimizados em busca de uma maior eficiência. Com isso, o trabalho em equipe aumenta e permite que os colaboradores cobrem uns aos outros na busca por um bom resultado. Essa cultura começou a sem implantadas nas empresas em 2001 com o surgimento do Manifesto Ágil.

Esse manifesto trouxe uma série de apontamentos e ferramentas que permitiram executar funções com mais agilidade dentro do desenvolvimento de projetos. A base dessa metodologia é o valor que o produto proporcionará ao cliente e a relação de todas as pessoas que estão envolvidas no projeto (clientes, desenvolvedores, …).

Os projetos que são geridos através da metodologia ágil são desenvolvidos por meio de entregas incrementais, isso significa que em cada entrega feita ao cliente, é desenvolvida uma ou mais funcionalidades do software e não o software todo de uma vez. Com isso, os trabalhos são divididos em etapas, que após finalizadas são enviadas para o cliente, e a partir do seu feedback, pode-se melhorar o que foi feito e o que será realizado.

Um dos principais benefícios está voltado ao método de trabalho, que se torna muito mais eficaz e fácil de ser realizado pois é feito por funcionalidade do software. Essa metodologia apresenta diversas vantagens dentro da área da tecnologia da informação.

Algumas que podemos citar são relacionadas à melhora na comunicação, a definição mais assertiva do objetivo final e a satisfação do cliente, visto que quaisquer erros, alterações ou melhorias que forem necessárias ao longo do projeto serão realizadas durante o processo, fazendo com que o cliente não se frustre no final do mesmo.

As metodologias

Dentro do Manifesto Ágil existem algumas metodologias que são amplamente utilizadas nas empresas, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. Todas elas visam melhorar aspectos presentes no dia a dia do desenvolvimento de projetos como a colaboração, a simplicidade do produto, a adaptabilidade dos profissionais, a comunicação com a presença de feedbacks constantes e também conseguir manter um alto nível mesmo com equipes pequenas.

As metodologias mais comuns em uma cultura ágil são o Lean, o Kanban e o Scrum. Sendo a última a mais utilizada, o Scrum é caracterizado por organizar projetos divididos em pequenos ciclos de desenvolvimento conhecidos como sprints. 

No início de cada sprint, o líder de produto faz um planejamento priorizando as tarefas e estabelece detalhes sobre as execuções para sua equipe. Durante o andamento da etapa, reuniões chamadas de daily scrum são realizadas com o objetivo de compartilhar o que foi realizado no dia anterior, quais os problemas enfrentados pelo colaborador e o que será feito a seguir.

Como aplicar um método ágil?

Não existe uma fórmula certa de como se deve aplicar um método ágil. Entretanto, existem algumas atitudes que podem ajudar e facilitar essa implementação. A primeira dica é saber reconhecer as conquistas do seu time. A grande razão disso é que com o reconhecimento diário sobre as funções executadas, o profissional se sente muito mais motivado em continuar fazendo seu trabalho de forma mais eficiente.

Outra atitude que pode ser tomada buscando a agilidade na produção é evitar reuniões que poderiam ser dispensadas. Dessa forma, sua equipe de desenvolvimento pode focar muito mais no andamento do projeto do que demandar um tempo extra em reuniões desnecessárias. Além disso, saber ouvir e observar seu time de tecnologia pode aumentar a agilidade da equipe como um todo. Como em grande parte das empresas, a comunicação é fundamental para o sucesso a curto e longo prazo.

O objetivo é construir confiança para que você possa manter a equipe produtiva, interessada e engajada na criação do melhor software possível, por isso saiba ouvir os pontos negativos e positivos que os profissionais podem passar como feedback crítico. Além disso, alguns desenvolvedores podem reprimir essas insatisfações sendo necessário que você saiba observar quando isso aconteça.

Quais os principais desafios de implementar a cultura ágil?

Antes da implementação da cultura ágil na sua startup, alguns desafios precisam ser vencidos para que esse próximo passo seja um sucesso. A principal delas é conseguir diminuir ou acabar com a questão do atraso de entrega das features. Para isso, é preciso investir um tempo para organizar o cronograma de projetos da empresa a fim de que tudo seja produzido no tempo solicitado pelo cliente.

Além disso, se a sua empresa não consegue identificar em qual ponto está cada tarefa, é preciso rever isso antes da implementação dessa nova cultura. É super importante aprender sobre como realizar análises objetivas dos trabalhos antes de realizar testes ou enviá-los aos clientes. Com a nova cultura, ter essa visão é importante para que o gestor possa acompanhar se os processos estão sendo feitos nos prazos estabelecidos e para saber o que falta para a conclusão das tarefas.

Agilidade além do software: como manter o seu time todo ágil

Manter a agilidade na sua equipe de desenvolvimento de software é um dos grandes desafios dos gestores de projetos. Isso porque, uma das maneiras mais eficientes de cumprir com os seus objetivos é implementar metodologias ágeis no seu time de tecnologia, aumentando a taxa de sucesso com o cliente na hora da entrega final do produto.

Entretanto, existem algumas atitudes que podem ser feitas visando melhorar a agilidade da equipe durante o andamento do projeto. Dicas como ficar atento à comunicação, saber reconhecer o trabalho dos profissionais e até mesmo gerenciar seu tempo nas reuniões podem te ajudar em momentos de estagnação. Por conta disso, nós preparamos um artigo que detalham essas e outras importantíssimas dicas. Confira a seguir.

A importância de se utilizar metodologias ágeis

A metodologia ágil, também chamada de Agile, é nada mais do que uma alternativa para executar funções com mais agilidade dentro do desenvolvimento de projetos. A base dessa metodologia é o valor que o produto proporcionará ao cliente e a relação de todas as pessoas que estão envolvidas no projeto (clientes, desenvolvedores, …).

Os projetos que são geridos através da metodologia ágil são desenvolvidos por meio de entregas incrementais, isso significa que em cada entrega feita ao cliente, é desenvolvida uma ou mais funcionalidades do software e não o software todo de uma vez. Com isso, os trabalhos são divididos em etapas, que após finalizadas são enviadas para o cliente, e a partir do seu feedback, pode-se melhorar o que foi feito e o que será realizado.

Um dos principais benefícios está voltado ao método de trabalho, que se torna muito mais eficaz e fácil de ser realizado pois é feito por funcionalidade do software. Essa metodologia apresenta diversas vantagens dentro da área da tecnologia da informação.

Algumas que podemos citar são relacionadas à melhora na comunicação, a definição mais assertiva do objetivo final e a satisfação do cliente, visto que quaisquer erros, alterações ou melhorias que forem necessárias ao longo do projeto serão realizadas durante o processo, fazendo com que o cliente não se frustre no final do mesmo.

O que fazer para manter minha equipe ágil?

Saiba reconhecer o trabalho do seu time

A primeiro dica de como manter sua equipe trabalhando de forma ágil é saber reconhecer as conquistas do seu time. A grande razão disso é que com o reconhecimento diário sobre as funções executadas, o profissional se sente muito mais motivado em continuar fazendo seu trabalho de forma mais eficiente. 

É isso o que aponta um estudo feito pela Qualtrics. Segundo a pesquisa, os funcionários que afirmam que seus líderes reconhecem regularmente seu trabalho têm 5 vezes mais probabilidade de permanecer trabalhando na empresa em questão.

Além disso, o acompanhamento dos gestores em tarefas mais complicadas, na qual o desenvolvedor possa ter dificuldades, traz uma sentimento de trabalho em equipe e não o desmotiva facilmente.

Evite realizar reuniões dispensáveis

Outra atitude que pode ser tomada buscando a agilidade na produção é evitar reuniões que poderiam ser dispensadas. Dessa forma, sua equipe de desenvolvimento pode focar muito mais no andamento do projeto do que demandar um tempo extra em reuniões desnecessárias. Por conta disso, apresente os problemas existentes na empresa em uma reunião, busque soluções junto a sua equipe e defina como serão executados os passos para o comprimento dessas demandas.

Após isso, o recomendado é que o próximo encontro não seja marcado até que todos os problemas sejam resolvidos. Dessa forma, você evita que os assuntos anteriores se alonguem por muito tempo em reuniões futuras.

Isso também pode ser objetivo já que muitas equipes de desenvolvimento podem trabalhar de forma bastante entrosada, diminuindo ainda mais a necessidade de demandar um tempo para focar nesses encontros. Grupos que realmente trabalham juntos como equipes não precisam disso visto que os problemas são abordados à medida em que surgem.

Crie oportunidades, mas não as delegue de início

Uma estratégia que pode funcionar na sua equipe de desenvolvimento é não atribuir trabalho extra para os profissionais e sim deixar que os mesmos chamem a responsabilidade para si. Atribuir trabalho pode gerar ressentimento e descontentamento dos profissionais da sua equipe, além de alimentar a percepção de que alguns recebem tratamento favorável. Por isso, resista à tentação de atribuir o andamento de um projeto aos seus membro favoritos e em quem você mais pode confiar.

Tudo isso pode comprometer e muito a agilidade do seu time. Uma boa solução para essa problemática é solicitar por voluntários no desenvolvimento das funções necessárias, pois dessa forma o profissional fica ainda mais ciente e comprometido em executar de forma eficiente o que foi pedido.

Além disso, os membros da equipe permanecerão engajados se tiverem a chance de se diferenciar executando um bom trabalho, aumentando ainda mais a força da sua equipe como um todo. Entretanto, caso encontre problemas de insegurança desses profissionais em chamar a responsabilidade, delegue as funções e faça o acompanhamento de perto para que o desenvolvedor se sinta trabalhando em conjunto a liderança da empresa.

Saiba ouvir e observar seu time

Saber ouvir e observar seu time de tecnologia pode aumentar a agilidade da equipe como um todo. Como em grande parte das empresas, a comunicação é fundamental para o sucesso a curto e longo prazo.

O objetivo é construir confiança para que você possa manter a equipe produtiva, interessada e engajada na criação do melhor software possível, por isso saiba ouvir os pontos negativos e positivos que os profissionais podem passar como feedback crítico. Além disso, alguns desenvolvedores podem reprimir essas insatisfações sendo necessário que você saiba observar quando isso aconteça.

Abordagens simples e honestas funcionam bem para manter as equipes ágeis focadas e eficazes. Você pode nem sempre ser capaz de controlar as mudanças, mas essas técnicas básicas o ajudarão à medida que você continua a aumentar a confiança e a produtividade de sua equipe.

Backlog: o que é e qual sua importância?

O uso do termo Backlog não é novidade nenhuma na área da Tecnologia da Informação. Uma das etapas do Scrum e uma das metodologias mais utilizadas atualmente, a estratégia é importante para aumentar a efetividade no gerenciamento dos projetos e também para organizar quais funcionalidades devem ter prioridade na hora do desenvolvimento. Com a construção dos backlogs, toda a equipe consegue visualizar as etapas do projeto e saber como será o andamento dos sprints. 

Apesar de ser frequente no mundo da tecnologia, a estratégia é bastante comum, podendo ser utilizada em diversas áreas. Mesmo assim, muitas pessoas não entendem o conceito e não sabem exatamente o que é.

Por ter esse nível de importância, produzimos um artigo que apresenta mais detalhes sobre os diferentes tipos de backlog, qual o tipo ideal para cada situação e saiba como aprimorar a estratégia em seus projetos. Veja a seguir!

Afinal, o que é Backlog?

Backlog nada mais é do que um acúmulo de tarefas que precisam ser organizadas em formato de lista para dar início a um projeto. Dentro dessa lista, o Product Owner utiliza técnicas de Scrum e organiza as tarefas que precisam ser realizadas, seguindo uma ordem de prioridade, para que as sprints de desenvolvimento aconteçam com organização.

Além disso, dentro de cada item listado, deve-se conter uma breve descrição da funcionalidade que precisa ser desenvolvida, a fim de sanar possíveis dúvidas que possam vir a aparecer durante a execução da tarefa. Essa ferramenta é importantíssima na organização de projetos já que evidencia em quais aspectos a equipe deve focar e em quanto tempo a atividade precisa ser realizada.

Além disso, ajuda na comunicação entre o Product Owner e sua equipe, já que as principais ideias estarão descritas e fixadas na lista de tarefas. Atualmente, dois tipos de listas de tarefas são utilizadas no desenvolvimento de projetos: o Product Backlog e o Sprint Backlog.

Tipos de Backlog

  • Product Backlog

Entre os dois tipos existentes, o Product Backlog é o que define quais serão as etapas do desenvolvimento de um projeto. Como dito anteriormente, antes do começo da produção é necessário que o Product Owner, junto com a equipe, defina um backlog sobre quais serão as prioridades do time durante o processo de desenvolvimento.

Desta forma, o grupo de devs sabe quais funcionalidades são essenciais para o funcionamento geral do produto e, assim, consegue administrar possíveis funções extras que podem ser adicionadas em etapas futuras. É recomendado que o Backlog de Produto seja visível para todos os funcionários de forma clara no espaço de trabalho, podendo se utilizar de lousas, placas ou ferramentas on-line.

  • Sprint Backlog

O segundo tipo de Backlog é o produzido para alinhar quais etapas serão produzidas em cada sprint de desenvolvimento. Após a divisão de quantos sprints serão necessários para entrega do projeto em tempo hábil, o Product Backlog é dividido na reunião de planejamento chamada de Sprint Planning.

Dessa forma, surge o Sprint Backlog, lista que conterá as atividades que devem ser desenvolvidas em cada período de tempo e qual será o foco da equipe de desenvolvedores em cada sprint. Além disso, é importante lembrar que o Product Backlog é criado apenas uma vez, podendo ser atualizado durante o processo, e o Sprint Backlog é feito em cada etapa do desenvolvimento.

Nesse ponto, é importante definir um tempo fixo para cada sprint acontecer e dividir igualmente as funcionalidades para que nenhuma sprint fique sobrecarregada. Isso porque alterações podem surgir no decorrer do projeto e essas tarefas precisarão entrar em alguma etapa para serem corrigidas.

Como aprimorar?

Entre as formas existentes que permitem melhorar o aproveitamento de sua estratégia estão reuniões quinzenais, semanais e até mesmo diárias. É claro que isso pode variar de acordo com o nível de experiência dos profissionais e a quantidade de desenvolvedores que estão no projeto. Porém, com uma frequência maior de reuniões, é possível alinhar as etapas de produção, dar feedbacks sobre o que pode ser melhorado e até aumentar o entrosamento entre Product Owner e devs.

Além disso, o quanto antes os problemas surgirem e voltarem ao Product Backlog, mais rapidamente as mudanças podem ser incluídas nos sprints e podem ser atualizadas pelos desenvolvedores. Outro ponto importante é que, atualmente, existem diversas ferramentas on-line que permitem acelerar o processo a auxiliar a equipe toda na gestão dos backlogs.

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Modelo Spotify Squad: Entenda como ele funciona

Compreender diversos modelos de organização para empresas é essencial. Isso porque existem vantagens associadas aos mais variados métodos. Eles podem atender desde quem busca aplicar uma nova ideia de organização até quem procura revisar a tecnologia social utilizada em sua empresa. E, em todos esses casos é quase inevitável se deparar com um case específico: o Modelo Spotify Squads.

A estrutura desenvolvida pela empresa de streaming de música é a menina dos olhos de diversas startups. Contudo, se basear no conceito da empresa sueca demanda um estudo aprofundado. Além de compreender o caso do Spotify é necessário ter um vasto conhecimento da própria empresa para, então, tentar colocar algo em prática. 

Como funciona o Modelo Spotify Squads?

A metodologia adotada pela empresa de streaming está endemicamente relacionada aos conceitos do manifesto ágil. No caso da companhia, o modelo pensado sofreu fortes influências de métodos como o Scrum, especialmente na definição de grupos multidisciplinares e no conceito de autonomia.

O Modelo Spotify, entretanto, aprofundou alguns mecanismos encontrados em métodos de administração já existentes. A ideia central é a adoção dos chamados squads. Esses grupos são compostos por membros de diferentes especializações e funcionam como células individuais dentro da empresa. Isso significa que cada squad tem total autonomia no desenvolvimento de sua feature.

Para ficar mais simples, imagine que cada um destes grupos é a peça de uma casa de brinquedo montável. As paredes são produzidas e funcionam independentemente do teto, que também é independente da porta. Nessa analogia, as paredes podem ser o player do aplicativo web, enquanto o teto é sua biblioteca e a porta a interface de playlists.

Desta forma, o time envolvido no desenvolvimento de cada tarefa não depende de nenhum outro. Para que isso funcione, eles são formados por membros com diferentes skills, garantindo toda a interdependência necessária. 

Apesar de possuírem autonomia, os squads, naturalmente, são guiados pela cultura e pelos objetivos da empresa. Sua existência não significa ausência de interação de setores dentro da organização. A comunicação e o foco na interação pessoal são fundamentos do conceito de agilidade. Por isso, existem mais estruturas dentro do Modelo Spotify que possibilitam a troca de experiência entre os colaboradores e os próprios squads

O que são tribos, capítulos e guildas?

A autonomia dos times dentro da empresa tem como objetivo deixar o trabalho mais ágil e dinâmico, e não travá-lo. Para aumentar a dinamicidade das equipes, existem outras configurações dentro desse conceito de organização. Confira! 

Tribos

Também chamadas de tribes, são compostas por squads que trabalham em features com objetivos similares. O objetivo é que a comunicação entre este grupo seja sempre facilitada, seja com reuniões ou proximidade dentro da própria empresa.

Pensando no próprio produto do spotify, podemos imaginar que cada funcionalidade da playlist é desenvolvido por uma squads. E todas essas squads juntas formam a tribo responsável pelo recurso playlist.

Capítulos

Os chapters são formados por membros de diversas squads. Contudo, esta formação não é arbitrária. Todos os membros de um capítulo possuem as mesmas skills e desenvolvem a mesma função dentro de seus respectivos squads — um capítulo pode ser formado por diversos designers por exemplo. Aqui também há outra figura de liderança, responsável por desenvolver colaboradores orientado por suas funções.

Guildas

Traduzidas do termo guilds, estes grupos se formam organicamente. As guildas são compostas por colaboradores de qualquer área e funcionam como uma espécie de grupo de estudos baseados em interesses comuns.

Afinal, devo aplicar o Modelo Spotify Squads?

Antes de tudo, é preciso compreender este tipo de modelo como um conceito. Apesar de se mostrar funcional para um tipo de realidade, o Spotify Squads pode não ser adequado para sua empresa e produto. Diferente do Scrum ou do Kanban, por exemplo, que representam métodos de organização, o Spotify Squads não é um framework ou metodologia ágil generalista. Ele foi pensado e desenhado para um modelo de trabalho específico, baseado em um produto.

Para pensar em se inspirar pela metodologia adotada na empresa de streaming é necessário, primeiro, olhar para o seu próprio negócio. Analisar o capital humano, a estrutura física e o produto é essencial para cogitar um novo modelo para o seu negócio. 

Então, respondendo a pergunta: reproduzir o Modelo Spotify pode funcionar? Sim! Nada garante que ele não possa ser efetivo em determinadas startups, mas mesmo assim com certeza serão necessárias algumas adaptações. Contudo, é preciso se perguntar se este modelo irá, funcionar com certeza. E, para essa indagação a resposta é não. A organização da empresa depende da aplicação de métodos organizacionais que condizem com a própria realidade.

Para saber mais sobre metodologias ágeis e como você pode estruturá-las em sua startup, confira nossos outros conteúdos sobre Agilidade, aqui no nosso Blog.