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Desenvolvedor júnior, pleno ou sênior: qual escolher para o seu projeto

Já mostramos aqui no blog quando contratar uma pessoa desenvolvedora, demos dicas para ajudar na contratação e indicamos ferramentas para facilitar esse processo. Agora é hora de saber se uma pessoa desenvolvedora júnior, pleno ou sênior é a ideal para o seu projeto.

Esses profissionais são diferentes em diversos aspectos, como grau de responsabilidade, maturidade profissional, complexidade de tarefas, capacidade de resolução de problemas, entre outros. Veja a seguir mais detalhes sobre cada um deles:

Pessoa desenvolvedora júnior

Os profissionais juniores estão começando a sua carreira e possuem, em média, até 2 anos de experiência. Normalmente são recém-graduado e, por terem menor experiência do que os demais, suas tarefas são menos complexas, não possuem muita autonomia, não têm muita experiência nas melhores práticas, possuem maior tendência de produzir linhas de código com bugs e precisam de maior suporte da equipe. Por outro lado, estão em uma acentuada evolução, possuem maior disposição para aprender, além de terem conhecimento teórico “fresco” e muito interesse e conhecimento em tecnologias recentes.

Algumas de suas habilidades são:

  • Domínio de recursos básicos da linguagem de programação;
  • Encontrar soluções para problemas técnicos simples;
  • Contribuir com revisões de códigos e de projetos;
  • Corrigir pequenos bugs;
  • Programar códigos de acordo com orientações;
  • Ajudar desenvolvedores mais experientes;
  • Auxiliar no planejamento de projetos;
  • Trazer tendências e novas referências para o time de desenvolvimento.

Pessoa desenvolvedora pleno

Os profissionais plenos são o próximo passo do juniores e possuem um perfil mais independente. Nesse nível há uma maior complexidade das tarefas, maior maturidade profissional e capacidade de tomada de decisões. Com cerca de 2 a 5 anos de experiência, esse profissional possui muitas vezes uma pós-graduação que lhe garante maior especialização. Por possuir maior experiência e conhecimento técnico, é encarregado de maiores responsabilidades do que os juniores e é comum apoiarem os líderes em tomadas de decisão. Apesar de todas essas questões, o profissional pleno pode não ter a experiência necessária na solução de todas as tarefas e em todos os níveis de forma independente e pode ainda precisar de um mentor.

Algumas de suas habilidades são:

  • Domínio das principais tecnologias da empresa;
  • Trabalhar em vários projetos simultaneamente;
  • Implementar soluções do início ao fim;
  • Dominar metodologias ágeis variadas;
  • Otimizar códigos para torná-lo mais eficiente;
  • Realizar análises e testes variados;
  • Encontrar erros e sugerir plano de ação para correções;
  • Orientar os desenvolvedores juniores;
  • Pode configurar o ambiente de desenvolvimento sozinho;
  • Para além dos códigos, pensar em demais aspectos do negócio (marketing, administrativo, financeiro, etc).

Pessoa desenvolvedora sênior

Os profissionais seniores são os que possuem maior experiência e independência, sendo uma referência para o time. Além disso, carregam uma maior maturidade profissional e emocional, poder de decisão e capacidade para funções de liderança. Por possuírem cerca de 5 anos de carreira ou mais, suas tarefas são as mais complexas e com maior nível de responsabilidade. Também, dominam o conjunto de tecnologia das empresas e têm proficiência em buscar soluções para problemas críticos. Os seniores muitas vezes são responsáveis por trazer à equipe o direcionamento sobre o desenvolvimento do projeto e por se comunicar com os clientes para resolver questões em todas as etapas dos projetos.

Algumas de suas habilidades são:

  • Conhecimento em todos os aspectos do projeto;
  • Capacidade de liderança para delegar tarefas e acompanhar as entregas;
  • Compreensão profunda do negócio;
  • Suporte para desenvolvimento de novos talentos;
  • Tomar as decisões e assumir os riscos dentro do projeto;
  • Fornecer feedbacks a equipe de desenvolvedores;
  • Mentoria e desenvolvimento de novos talentos;
  • Conhecimento e experiência em todos os aspectos da engenharia de software;
  • Capacidade de justificar processos e valores usando dados e bom poder de convencimento;
  • Ser conciliador e solucionador de conflitos internos do time.

Contrate pensando na equipe atual

A decisão de contratar uma pessoa desenvolvedora júnior, pleno ou sênior dependerá também das especificidades do seu projeto e do time que você já possui. Se você tem na equipe desenvolvedores seniores, por exemplo, e só precisa aumentar o ritmo da produção, talvez a contratação de júniores seja uma boa saída. Mas caso o seu time de desenvolvedores ainda está sendo formado, provavelmente será necessária a experiência de projeto de algum sênior. A contratação da pessoa desenvolvedora deve estar muito alinhada com o papel que ela terá no projeto e com os resultados que são esperados dela. Por isso, é fundamental entender como as habilidades do candidato se encaixam nos projetos da empresa.

Variação das classificações

As classificações de júnior, pleno ou sênior podem ajudar na orientação da escolha dos profissionais, mas não são regras, podendo variar de acordo com cada empresa, que tem a liberdade de determinar quais são as competências necessárias para cada nível. Além disso, a quantidade de anos que um profissional leva para mudar de classificação pode variar de acordo com o ambiente e setor em que está inserido, além da experiência que adquire com projetos.

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