Minha startup recebeu um aporte e agora?

Negócios

Ter uma startup que recebe aporte financeiro é o grande sonho de todo gestor que possua uma grande ideia em mente. Com a chegada de um investidor para seu negócio, sua startup passa a ter agora uma série de obrigações que, se cumpridas corretamente e em tempo curto, pode trazer um grande retorno financeiro para você e para seu investidor-anjo. Por conta de ainda estar começando e talvez possuir pouca experiência na área, alguns gestores podem se sentir confusos sobre onde começar e quais os caminhos para o sucesso.

Além disso, se um houve investimento, isso quer dizer que sua ideia é bastante promissora. Lembrando sempre que esse aporte chega após uma análise sobre a oportunidade de retorno financeiro, se há segurança do capital investido e qual a perspectiva de crescimento. 

Pensando nisso, nós preparamos um artigo que detalha quais mudanças são necessárias e quais atitudes precisam ser tomadas para que seu negócio se profissionalize e entre de vez no mercado. Confira, nas linhas a seguir, o que fazer após receber aporte financeiro.

Invista tempo em mentorias e em consultorias

Ter um capital de investimento no seu negócio é o principal fator que leva ao crescimento das empresas. Entretanto, o gestor não deve ficar preso somente aos valores oferecidos pelo investidor, e sim, aproveitar essa oportunidade para agregar o máximo de conhecimento com mentorias e consultorias com gente especializada no assunto.

Essa também é uma parte fundamental para o crescimento da sua startup, já que, futuramente, você pode se tornar um especialista em negócios, gestão e empreendedorismo. Sem essas mentorias, o empreendedor pode usar todo o aporte de capital de forma precipitada e desperdiçar seus valiosos recursos em algo que talvez não gere tantos resultados.

Além disso, investidores possuem um networking com diversos nomes do mercado e de diferentes áreas. Essa conexão pode te auxiliar a ter gente extremamente competente ao seu lado, aumentando as chances de sucesso a longo prazo.

Talvez seja necessária uma mudança estrutural na sua startup

Uma das primeiras atitudes a se tomar quando se recebe um aporte de um investidor é rever a estrutura da sua startup. Isso porque, a partir de agora, seu negócio possui capital suficiente para crescimento a longo prazo e terá a obrigação de apresentar resultados significativos e dados bem detalhados sobre o andamento dos processos.

Numa startup que não recebe aporte os processos para controle tendem a ser mais informal, sem a necessidade de adoção de práticas mais completas para controle, registros e prestações de contas, seja mensal, bimestral ou trimestral. Em grande parte dos casos, startups iniciam suas atividades de forma mais simples, tendo como base ideias de seus criadores. Além disso, a rotina de trabalho de uma startup que está no início muita das vezes passa do horário comercial e seus funcionários se dedicam 100% do tempo para o desenvolvimento do projeto.

Powered by Rock Convert

Isso muda com a presença de um investidor-anjo. Nesse caso, é necessário que diversos aspectos na condução das atividades sejam alterados e implementados em busca de manter uma boa relação com o investidor e, consequentemente, aumentando o sucesso do seu negócio. Essa simplicidade instalada no gerenciamento dos processos precisa ser alterada, visando a profissionalização, além da capacitação dos profissionais para esse novo modelo.

Com essa mudança, já será possível identificar pontos onde sua startup deve se desenvolver com mais facilidade e também corrigir aspectos negativos encontrados ao longo da transição. Essa etapa precisa ter como objetivo evitar prejuízos a ambas as partes: gestor e investidor.

Principais pontos para mudança

Dentro dessa transformação na rotina do seu negócio, alguns pontos são importantíssimos e precisam de uma definição emergencial. Primeiramente, defina o nível de participação dos investidores na rotina da sua startup. Isso é importante para que todos saibam quais informações devem serem repassadas para o novo sócio e quais precisam ser mantidas internamente.

Além disso, registre documentalmente todo tipo de negociação e acordo que possa a ser realizado em reuniões, seja em forma de ata ou de qualquer outra maneira que desejar. Isso aumenta a autoridade da sua startup e a profissionaliza.

Ainda nesse ponto sobre reuniões, é importante que seja definido um cronograma de reuniões com certa periodicidade. Nesses encontros, busque apresentar ao investidor um resumo bem detalhado do andamento da empresa e quais os próximos passos. Outra atitude essencial para que ninguém saia no prejuízo é formalizar os contratos com clientes. Isso é básico, mas ajuda a evitar possíveis problemas futuros

Como dito anteriormente, a mudança no gerenciamento da startup é algo inevitável de se acontecer. A implantação de controles sobre as transações da startup é uma condição fundamental para alcançar bons níveis de gestão e também a transparência na relação com os investidores. Algumas medidas que visam controlar fluxo de caixa, acompanhar a relação com fornecedores e também com clientes é algo que pode ser bastante positivo.

Tenha suporte jurídico na sua startup

Após receber um bom investimento no seu negócio é super importante que sua startup faça a contratação de uma assessoria jurídica. Ter um cuidado a mais com o cumprimento das exigências legais e fiscais é essencial para que nenhum problema futuro aconteça e que possa travar o investimento ou o crescimento do seu negócio.

Necessária em qualquer tipo de empresa, a consultoria jurídica tem uma importância ainda maior no caso de uma startup em processo de investimento externo. Este suporte garante que toda operação de transição seja feita com as respectivas garantias para ambas as partes, quanto aos aspectos não apenas propriamente legais, mas ainda societários e fiscais.

Além disso, em alguns pontos o suporte jurídico pode contribuir em retirar algumas preocupações da cabeça do gestor. Assistências em relação a registro da marca, andamento de negociações, auxílio caso haja desconhecimento na área tributária e até mesmo no caso do gestor não possuir conhecimento empresarial, são as atividades mais comuns.