Scale-up e startup: conheça as principais diferenças

Negócios

Atualmente no mercado da tecnologia nomes como startup e scale-up podem confundir a cabeça do profissional sobre quais as principais diferenças entre os modelos de negócio. Principalmente na proporção das empresas, alguns pontos são importantíssimos para que uma startup deixe de ser chamada assim, e passe a ser conhecida como uma scale-up. Além disso, é super importante ficar atento na importância de implementar algumas metodologias, já que agora sua empresa precisa ter um retorno financeiro maior e em um período menor de tempo. 

Por conta dessas dúvidas que podem surgir sobre o que fazer e também por alguns aspectos entre uma e outra, nós produzimos um artigo que detalha quais são os principais diferenças de uma startup para uma scale-up. Confira a seguir.

Definições de startup e scale-up

Antes de apresentarmos os principais pontos de diferença entre uma e outra é preciso sintetizar em algumas palavras o que é uma startup e scale-up. Bem resumidamente, uma startup pode ser definida como uma empresa que ainda está em busca de uma consolidação no mercado, desenvolvendo seu produto ou serviço, experimentando a segmentação de clientes e trabalhando para alcançar a lucratividade.

Por outro lado, uma scale-up é uma empresa que já se consolidou com a sua proposta de produto/serviço no mercado, obtendo uma rentabilidade e provando ser economicamente sustentável. Essa diferença entre os dois modelos de negócio pode parecer boba, mas é super importante para que a gestão seja feita de forma diferente para ambos. Por conta disso, na sequência, você vai conferir as principais diferenças entre os dois modelos.

As principais diferenças entre startup e scale-up

A escolha de líderes

Uma das principais diferenças entre os dois modelos de negócio é o perfil de liderança. A liderança exigida para uma startup é totalmente diferente daquela exigida para uma empresa em estágio avançado, como as scale-ups. Explicando de forma mais simples e didática, quanto mais pessoas você contrata, mais pessoas você precisa gerenciar. Embora seja possível para alguns gestores comandarem uma equipe de 10 pessoas, supervisionar uma equipe de 50 em uma scale-up pode ser bastante complicado.

Isso porque a partir do momento em que os setores se tornam maiores em número, há mais espaço para erros acontecerem principalmente por falha de comunicação. Deixar de resolver os problemas – ou solucioná-los de forma pouco efetiva – pode aumentar o índice de turnover dos seus profissionais e diminuir a produtividade no geral.

Por esse motivo, os scale-ups normalmente contam com líderes com experiência em gerenciamento corporativo. Quanto mais profissionais deste molde sua empresa tiver supervisionando métricas e processos, mais eficazes os fundadores podem ser para escalar a empresa a patamares ainda maiores.

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Os riscos de uma startup e uma scale-up

Outra diferença bastante relevante é relacionado à possibilidade de arriscar. Uma das principais características de uma startup é o baixo risco em experimentar novas ideias, testar produtos, já que sua imagem ainda não está consolidada e o risco é mínimo. Dessa forma, novas ideais ainda nunca testadas podem levar a um acerto bem grande, encontrando uma “fórmula perfeita” para seu produto/serviço.

Entretanto, quando se torna uma scale-up, os resultados são acompanhados por investidores, clientes e uma grande quantidade de membros, diminuindo a possibilidade de experimentar durante o processo. Afinal, após alcançar o sucesso de ter vários clientes, parceiros e colaboradores, uma empresa não pode se dar ao luxo de cometer erros que possam sujar sua imagem.

Adequação do produto ao mercado

Como apresentado no tópico acima, uma diferença bastante clara entre startups de tecnologia e scale-ups é o ajuste do produto ao ser mercado. Enquanto que as scale-ups já validaram suas ideias provando que seus projetos são economicamente sustentáveis, e já estão aperfeiçoando seu produto em um mercado consolidado, as startups ainda estão experimentando coisas como segmentação de clientes, custos de aquisição de clientes e recursos de produtos. 

Em outras palavras, as startups ainda não sabem qual o seu potencial de retorno sobre investimento e estão em busca de descobrir o que realmente funciona. De acordo com estudos, o processo de descoberta desse ponto ideal leva cerca de um ano para a maioria das startups de tecnologia. Já as scale-ups já possuem uma noção da quantidade que precisam investir para alcançar o retorno financeiro planejado, aumentando a eficiência e a segurança sobre os valores.

Funções dos membros da equipe

É super comum nesse ambiente empresarial que, durante os estágios iniciais do crescimento da empresa, os membros da equipe assumam várias funções para poder atender a diversas demandas de crescimento ágil. Um grande exemplo disso é que a maioria das startups contratam profissionais de habilidades específicas para determinada função, mas também espera que essas pessoas sejam proativos em relação a outros desafios.

Com o crescimento desse modelo de negócio e com a alavancagem para uma scale-up, é importante que isso mude e que algumas atividades dos times sejam restringidas. Um exemplo disso é a transformação da equipe de vendas e marketing em dois departamentos separados e até mesmo realizar a contratação de especialistas nestas áreas. Isso porque uma scale-up precisa que seus profissionais estejam focados 100% nas atividades que exercem com mais qualidade e desempenho, aumentando a produtividade diária.

Uso de sistemas e soluções

Por se tratar de projetos mais iniciais, as startups podem sofrer um pouco com a falta de sistemas especializados para o desenvolvimento das suas soluções, seja para realizar campanhas de marketing, desenvolver aplicativos e até mesmo responder e-mails. Nesse caso, inúmeros processos podem ser experimentados em busca do modelo mais assertivo.

A partir do momento em que se torna uma scale-up, isso não pode acontecer já que não há margem para testes no dia a dia de uma empresa desse porte. Dessa forma, soluções precisam estar devidamente implementadas e rodando de forma ágil e tranquila, essenciais para manter o controle de qualidade e concluir os projetos no prazo.